Galvanoplastia ou Eletrodeposição

A galvanoplastia é uma técnica que permite dar um revestimento metálico a uma peça, colocando tal metal como polo negativo de um circuito de eletrólise. Os termos galvanoplastia, eletrodeposição metálica e galvanostegia referem-se a um processo usado com a principal finalidade de proteger uma peça metálica contra a corrosão por revesti-la com outro metal. Esse metal impede a interação do metal da peça com o ar e com a umidade, evitando, assim, a corrosão. Em alguns casos, a proteção ocorre porque o metal do revestimento é mais nobre e, portanto, mais resistente à oxidação. Um exemplo é o ouro, que é o metal menos reativo existente, sendo esse, inclusive, um dos motivos do seu alto valor, pois, não reagindo, ele permanece intacto por muito tempo. Isso pode ser visto nos sarcófagos e esculturas egípcias revestidas de ouro que datam desde a mais remota antiguidade.

Em outros casos, a proteção acontece porque o metal do revestimento possui maior potencial de oxidação ou uma tendência maior de oxidar-se (perder elétrons) do que o metal da peça que ele está revestindo. Desse modo, o metal do revestimento oxidará e formará uma camada de óxido que protegerá a peça. Isso é útil principalmente no caso de a peça ser riscada, pois o metal mais reativo será oxidado no lugar do metal do objeto. Geralmente, as peças revestidas são feitas de ferro ou de aço, que têm a tendência de enferrujar em contato com o oxigênio do ar e com a água.

Dependendo do metal utilizado para revestir a peça, o nome do processo de galvanoplastia muda. Por exemplo, ao revestir uma peça de níquel, temos um processo chamado de niquelação; se for com cromo, o nome será cromeação; se for com prata, prateação; com ouro, douração, e assim por diante. No caso de peças de ferro e de aço revestidas com zinco, temos a galvanização, e os materiais obtidos nesses processos são chamados de ferro galvanizado e aço galvanizado.

Outro objetivo da galvanoplastia é deixar as peças mais bonitas para serem comercializadas, como é o caso de bijuterias que passam por processos de prateação e douração, passando a ter a aparência desses metais mais nobres e cobiçados. Mas como é feito esse processo? Bem, ele utiliza da eletrólise, técnica que transforma energia elétrica em energia química, fazendo passar a corrente elétrica por algum material líquido (fundido) ou em solução aquosa. Nesse caso, a peça que desejamos revestir precisa ser condutora e ficar no eletrodo negativo (cátodo), enquanto, no eletrodo positivo (ânodo), deve ficar o metal que queremos usar para revestir a peça. Esses dois eletrodos ficam mergulhados em uma solução do metal que será revestido. Por exemplo, na figura abaixo há um esquema de eletrólise, em que se deseja dourar um anel de alumínio. O anel é colocado ligado ao polo positivo da bateria, ou seja, ele passa a ser o cátodo do sistema, enquanto uma barra feita de ouro é colocada no ânodo, estando ligada ao polo negativo da bateria. Os dois estão mergulhados em uma solução de nitrato de ouro III [Au(NO3)3]. Ao passar a corrente elétrica pelo sistema, no ânodo há a oxidação do ouro, e a placa começa a sofrer dissolução: Au → Au3++ 3 e-. Por outro lado, no cátodo, há a redução do Au+3 e a deposição do ouro metálico formado nessa redução sobre o anel: Au3++ 3e- → Au.

eletrólise

Fonte: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Eletroquímica



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